Um Docinho Hiper Rápido!

Aqui há uns tempos o meu marido resolveu ter um ataque qualquer em que só lhe apetecia comer um doce… Ora eram 23h, o que é que eu ia fazer aquela hora??

Pois bem, abri o frigorífico e tinha lá um pacote de natas e uma lata de leite condensado…

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Ingredientes:

1 lata de leite condensado bem fresco

1 pacote de natas bem fresco

2 a 3 bolachas torradas, digestivas ou Maria

Preparação:

Bater bem as natas com umas gotinhas de sumo de limão.

Colocar uma a duas c. de sopa de natas batidas em cada tacinha; despejar por cima, com cuidado, ou pouco de leite condensado. Ralar as bolachas e dispor por cima do doce, para decorar… E servir!

É rápido, é simples e satisfaz a necessidade de algo doce… 🙂

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Cá por Casa Faz-se Assim: Bolachinhas da Avó

Esta receita não podia ser mais simples e de original não tem nada… Fui buscá-la ao caderninho de receitas da minha avó, que já foi dela, já foi da minha mãe e agora é meu.

Umas bolachinhas gostosas que me reportam para os meus tempos de infância, para as tardes chuvosas em que ajudava a minha avó a fazer estas bolachinhas e depois ficava siderada a olhar para dentro do forno à espera que ficassem prontas…

Cooking World - Bolachinhas da Minha Avo 1

Ingredientes:

185 gr de manteiga derretida

185 gr de açúcar

375 g de farinha

Preparação:

Pré-aquecer o forno a 180ºC.

Amassar bem todos os ingredientes. Estender a massa obtida com o rolo e cortar as bolachinhas com o formato que se quiser (eu corto-as relativamente fininhas, porque era assim que a minha avó fazia).

Dispor as bolachinhas num tabuleiro forrado com papel vegetal e levar ao forno cerca de 10 a 12 minutos, até que os bordos fiquem douradinhos. Deixar as bolachas arrefecer sobre uma grelha e guardar numa lata ou frasco de vidro com tampa hermética.

Nota: Desta vez fiz as bolachinhas tal e qual a receita da minha avó, mas também já fiz variações; dá para juntar um pouco de chocolate em pó, raspa de laranja ou de limão, amêndoa ralada, etc… Até hoje, as experiências que fiz ficaram sempre muito boas!

Esparregado de Espinafres

Nota Cooking: Contribuição do Blog Vegelicious! Original aqui. 🙂

Quando há espinafres no frigorifico e não há tempo e vontade para cozinhar, nada melhor que fazer um esparregado.

Eu cá não vou mentir: não sou grande fã de esparregado, seja de espinafres ou nabiças. Mas cá em casa somos dois e ele gosta bastante, por isso, quando há um restinho no frigorífico, lá se faz as vontades, dá-se vazão ao stock e ficamos os dois contentes.

Cooking World - Esparregado de EspinafresIngredientes:

150gr de espinafres

1 dente de alho picado

1 colher de sopa de azeite

½ colher de sopa de farinha

¼ copo de leite magro

sal a gosto

Preparação: 

Cozer os espinafres em água e sal. Estão prontos quando a água estiver a ferver e os espinafres bem verdes. Escorrer bem e passar tudo com a varinha mágica.

Numa frigideira pequena, alourar o alho em azeite. Juntar os espinafres e a farinha envolvendo bem até engrossar. Adicionar o leite aos poucos, mexendo bem até formar uma mistura homogénea (caso fique muito liquido, pode-se juntar um pouco de farinha. Pelo contrário, se o acharem muito grosso, pode-se adicionar leite).

Servir com tofu grelhado ou a acompanhar uma quiche.

Esta receita dá para um comilão =)

(Imagem cedida pela autora) Vegelicious.

Tabuinhas de Lavar

Nota Cooking: Contribuição do blog Oficina das Papitas! Original aqui. 🙂

Tudo perdura no tempo,  mas torna-se tão pálido como aquelas fotografias muito antigas que ainda foram fixadas em chapas metálicas. A luz e o tempo retiram das chapas as tonalidade nítidas e características dos traços. É preciso rodar a fotografia e encontrar uma certa refracção da luz para podermos reconhecer na obscura chapa metálica a pessoa cujas feições foram absorvidas pela placa. Deste modo se desvanecem  no tempo todas as lembranças humanas. Mas um dia, a luz cai de um lado qualquer e tornamos a ver um rosto, um momento, uma parte de vida.

– Hoje vamos fazer bolachinhas. “Tabuinhas de lavar”.

As meninas, na sua batinha branca, protegida com pequenos aventais, mergulhavam as suas pequenas mãos na farinha transformada em massa de bolachinhas, sobre uma mesa grande debaixo de um caramanchão.

– Mamã, hoje aprendemos a fazer “Tabuinhas de lavar”. Posso fazê-las para o lanche?

As pessoas só se recordam dessas coisas mais tarde. Passam dezenas de anos, atravessam estepes e florestas e, de repente, ouvem os risos de infância, as palavras das professoras, as benevolências da mãe, as palavras antigas.

E aí, apercebem-se que viveram, há muitos anos idos, numa condição maravilhosa, sem nome, num certo estado de graça.

Nada é tão delicado como as relações de infância. Tudo o que a vida oferece mais tarde, os desejos subtis ou brutos, os sentimentos fortes, as ligações de amizade ou paixão, tudo isso é mais rude, mais desumano.

Hoje, partilho convosco, um pedaço da minha infância onde a luz caiu, de um lado qualquer.

????????Ingredientes:

0,5 Kg de farinha de trigo

200g de manteiga

200g de açúcar

1,5 colheres de chá de fermento em pó

1 pitada de sal

3 ovos.

Preparação:

Quem tem Thermomix / Bimby, deverá colocar todos os ingredientes no copo, excepto os ovos, durante 2′ à velocidade 3. Deitar os ovos e marcar mais 2′ à velocidade 4.

A massa fica pronta a ser utilizada. Porém, e para melhor moldar, deverá ser refrigerada no frigorífico durante 30′.

Quem fizer manualmente, deverá deitar a farinha sobre a bancada, abrir uma cova no centro e deitar aí o fermento e a manteiga. Ir amassando com as pontas dos dedos para não amolecer muito a massa. Imcorporar o açúcar e, por fim, os ovos um a um.

Formar rolinhos pequeninos e espalmá-los. Com um garfo enfarinhado, fazer pressão sobre um dos lados das bolachas de modo a formar  sucalcos semelhantes ao efeito das antigas tábuas de lavar a roupa.

Levar em tabuleiros untados ou forrados com papel vegetal ou silicone ao forno pré aquecido a 200ºC durante cerca de 15′ ou até estarem douradinhas. Retirar e arrefecer sobre uma grade.

Esta quantidade rende entre 45 e 50 bolachinhas.

Esta receita, que julgava perdida, foi preservada por uma das meninas da bata branca que gentilmente partilhou com as amigas, passados tantos anos. Obrigada, querida B.

(Imagem cedida pela autora) Maria Papitas – Oficina das Papitas.