Ervas Aromáticas e Medicinais em Abrantes

 

No próximo sábado (4 de Maio), a partir das 15h, irá decorrer no Mercado Criativo de Abrantes (antigo mercado municipal) um evento dedicado às ervas aromáticas e plantas medicinais. Não sendo exactamente um evento gastronómico, parece-me no entanto merecedor de divulgação, já que poderemos aprender imenso sobre estas ervas que tanto utilizamos diariamente nos pratos que confeccionamos!

No evento, poderemos contar com a exposição, identificação e comercialização de plantas, uma oficina sobre os seus métodos de propagação e ainda saber mais sobre as suas diferentes utilizações, quer a nível da culinária, quer a nível da saúde; será possível encontrar diversas variedades de tomilhos, hortelãs, molhos de alecrim, erva-peixeira, celidónia e milefólio; serão comercializadas plantas e degustadas através de chás frios.

Durante o resto do mês poderão ser adquiridas ervas e plantas na Praça dos Sabores do Mercado.

O evento é aberto ao público em geral, sem necessidade de inscrição, e a organização e dinamização estão a cargo do Núcleo PROVE do Ribatejo Interior e a TAGUS – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior.

O programa:

– Exposição, identificação e comercialização de plantas

– Oficina sobre os métodos de propagação de plantas

– Diferentes utilizações das plantas

– Degustação

Fonte: Sapo Sabores / EOL.

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ABC dos Alimentos: Manjericão em Versão Rápida!

Nota Cooking: Contribuição do Paulo Herculano, autor do blog The Wild Kitchen!

O manjericão tem um forte sabor a limão e a jasmin e é ligeiramente picante. É óptimo em saladas, sopas, pratos de massa, marinadas e guisados.

Benefícios para a Saúde:

  • Acalma os Espasmos Digestivos
  • Acção Anti-inflamatória
  • Benefícios Cardiovasculares
  • Dores de Cabeça (associadas a má digestão)

Paulo Herculano – The Wild Kitchen.

ABC dos Alimentos: A Hortelã

Nota Cooking: Contribuição do blog Na Aldeia com a Natureza! Original aqui. 🙂

Hoje trago a Hortelã, muito característica pelo seu aroma e sabor e por aromatizar muitas comidas, desde a Sopa da Panela, ao Arroz, passando pela Canja e como hoje vou dizer até para um cházinho calmante!! Senão vejamos…

Cooking World - ABCdos Alimentos - Hortela

A hortelã é uma planta herbácea que chega a tingir 80 cm de altura, com folhas ovais e serrilhadas, de um verde-claro, e flores de corola violeta; é muito utilizada como tempero em culinária, como aromatizante em certos produtos alimentares, ou para a extracção do seu óleo essencial. Por vezes, é simplesmente cultivada como planta ornamental.

É também utilizada como planta medicinal, estimulante, estomacal, muito usada nos casos de flatulências, dispepsias nervosas, empregado nas palpitações e tremores nervosos, vómitos, cólicas uterinas, útil nos catarros brônquicos facilitando a expectoração.

O chá feito de hortelã é um óptimo calmante.

Como já foi referido a hortelã é um excelente digestivo. E como tal, o chá de hortelã, após as refeições, pode ser muito benéfico para quem sofre de dores no estomago. O chá forte alivia as cólicas menstruais e intestinais.

Para quem tem a pele oleosa, experimente passar o chá forte de hortelã com um algodão, após a limpeza.

Como fazer?

Eu explico!!

1 colher de sopa de folhas de hortelã miúdas e uma chávena de água; coloque a hortelã num recipiente e deite sobre ela a água a ferver. Tape e deixe em infusão durante 5 a 10 minutos. Coe o chá, adoce se necessário, e tome ainda quente.

Como uma curiosidade mais apimentada…

Os árabes foram os primeiros que viram nesta erva um poder afrodisíaco, pois estavam convencidos de que se usava para tratar a impotência e a diminuição da libido.

O sabor desta erva varia conforme a sua qualidade, e é intenso e refrescante.

Outras indicações

A hortelã pimenta tem um efeito benéfico nos casos de síndroma do cólon irritável e doença de Crohn. Reduz o excesso de pêlos (hirsutismo) em homens e mulheres, podendo ser conjugada, internamente, com a salva, anho casto ou alcaçuz, e com uma aplicação externa de calêndula.

Sob a forma de óleo essencial, utiliza-se: internamente, no tratamento de catarro pulmonar e inflamações na boca; e, externamente, em dores, distensões musculares, entorses e neuralgias, produzindo uma sensação de frio.

Para hoje, e sempre com produtos da minha horta incluídos, recomendo um Arrozinho de Hortelã com Cordon Bleu com queijo derretido por cima aromatizado com Oregão e acompanhado de uma Salada de Alface.

(Imagem cedida pela autora) Aladiah – Na Aldeia com a Natureza.

Ervas Aromáticas: O Coentro

Nota Cooking: Nova contribuição da Aladiah, que escreve o blog Na Aldeia com a Natureza! 🙂

Cooking World - Coentro 1O Coentro é uma planta anual e muito aromática, de folhas recortadas e flores pequenas de cor branca ou rosa.

As sementes muito redondas de cor bege são muito apreciadas na culinária. Eu regra geral costumo guardar as sementes de uns anos para os outros, pois compensa e é uma forma de poupar!

O coentro tem propriedades digestivas, é anti-séptico e tem a particularidade de ser calmante.

Algumas curiosidades muito interessantes, é que na Índia é considerado afrodisíaco, serve para aumentar as glândulas mamárias e também ajudam a neutralizar o hálito do alho, A tisana das folhas combate ainda a fadiga e alguns tipos de enxaquecas. As suas sementes são um excelente digestivo quando mastigadas depois da refeição. E esta hein??

Feito em infusão ou chá, o coentro alivia dores de estômago em caso de digestões difíceis, vómitos e flatulência, estimulando o apetite e ajudando as secreções gástricas e intestinais.

Na medicina chinesa inalam-se os vapores dos ramos dos coentros e massaja-se o corpo com chá para acalmar a comichão e eliminar as borbulhas do sarampo.

Na antiguidade, os coentros eram mais utilizados pelas suas propriedades medicinais, mas hoje em dia é mais comum serem usados na culinária.

Cooking World - Coentro 2

E eu aproveitei e usei um raminho de coentros na confecção do meu almoço… Arroz de Coentros.

(Imagens cedidas pela autora) Aladiah – Na Aldeia com a Natureza

Bouquets de Ervas Aromáticas

Cooking World - Ervas AromáticasÉ bastante comum encontrarmos várias receitas que pedem um ramo de ervas aromáticas na sua confecção. Ora isto, que para algumas de nós parece tão simples, para outras pode ser bastante complicado, por isso aqui ficam algumas considerações sobre os raminhos ou bouquets de ervas aromáticas:

1. Os raminhos de ervas aromáticas podem referir-se a ervas frescas ou a ervas secas, pelo que convém que esse pormenor seja especificado nas receitas; se não o for, parte-se do princípio que se tratam de ervas frescas.

2. Os bouquets de ervas são originários de França (eu não fazia a menor ideia… e vocês?) e são compostos por pelo menos 3 tipos de ervas; as mais comuns são a folha de louro, a salsa e o tomilho, mas podem ser feita qualquer combinação ao gosto de quem vai cozinhar e também segundo o alimento em questão – alecrim, oregãos, coentros, manjericão, cebolinha, salvia, hortelã, etc.

3. As ervas devem ser envoltas por uma gaze ou por uma folha de outro vegetal (alho francês ou aipo, por exemplo) e atadas com fio de cozinha.

4. No caso de se utilizarem ervas secas moídas, estas devem ser colocadas dentro de uma gaze que depois se fecha como se fosse um saquinho ou então podemos recorrer a um filtro de chá.

Fonte: Gastronomía&Cia.

Ervas Aromáticas: O Poejo

Nota Cooking: Mais uma contribuição da Aladiah, autora do blog Na Aldeia com a Natureza!

Cooking World - Poejo 1O poejo cresce em solos húmidos e alcalinos, geralmente perto de lagos e rios, aqui na aldeia chamamos-lhe açudes ou mais propriamente barragens.

Em locais não húmidos, a planta cresce mas fica bem rasteira. Pede clima ameno, com muita claridade mas sem incidência directa de sol, solo leve e rico em matéria orgânica.

Deve ser plantado na primavera ou no outono. Mas eu na minha horta não planto, ou seja, ele já está acomodado na minha terra e cresce durante todo o ano.

O poejo é uma planta rasteira, com folhas pequenas e ovais que cheiram a hortelã. A palavra pulegium vem da palavra pulex, que em latim quer dizer pulga.

Antigamente costumava-se queimar o poejo dentro das casas para repelir insectos. O poejo é uma planta originária do Mediterrâneo e Ásia Ocidental, muito utilizada pelos chineses antigos para fins medicinais, na aromaterapia, ou por povos antigos na confecção de coroas para cerimónias.

O Poejo é planta medicinal com efeito digestivo, expectorante, anti microbiano, anti espasmódico. O seu uso interno faz-se através de infusões, o uso externo através de folhas secas, pó e também por infusão.

Além desses usos antigos, hoje em dia também é usado na culinária como tempero. Eu pessoalmente uso como infusão e em culinária… É excelente!!! E além disso gosto muito do cheiro também, sendo calmante, é natural.

Também há quem faça Licor de Poejo, uma bebida espirituosa para beber calmamente e sentir os aromas da terra e todo o seu envolvente do campo.

Na Aldeia nós costumamos fazer o que se chama de Poejada: um prato simples e singelo com um aroma único e sabor característico. Também conhecida como a sopa dos pobres, recuando um pouco atrás no tempo e como dizem por aqui, só se comiam sopas com sopas de pão!

Cooking World - Poejo 2

Regra geral faz-se a Poejada com Bacalhau, mas como já tinha comido bacalhau no dia anterior, resolvi fazer com tamboril e ficou extremamente saboroso e com uma qualidade riquíssima.

Experimentem e vão ver que não se arrependem…

Esta é a sugestão de hoje de Na Aldeia com a Natureza!

(Imagens cedidas pela autora) Aladiah – Na Aldeia com a Natureza

Cozinhar com ervas secas

Cooking World - Cozinhar com ervas secasHoje, algumas dicas simples e breves sobre ervas aromáticas secas:

  • Quando comprar ervas aromáticas secas, faça-o em pequenas quantidades e utilize-as no espaço de 6 meses, para garantir que mantêm o seu sabor.
  • Para libertar os óleos aromáticos destas ervas, esmague-as na palma da sua mão, pressionando e esfregando suavemente.
  • Adicione as ervas secas aos seus cozinhados no início ou a meio dos mesmos.
  • Por norma, 1 colher de chá de ervas aromáticas secas corresponde a 1 colher de sopa (ou 3 colheres de chá) de ervas frescas.

E se por acaso for como eu aqui há uns anos atrás, é provável que se esqueça do pequeno pormenor dos 6 meses de “validade” para utilização das ervas aromáticas; por isso, o truque passa por colocar uma etiqueta com a data de abertura da embalagem ou escrever a mesma com uma caneta de acetato no respectivo frasquinho (ou na própria embalagem, se não utilizar frasquinhos).

Fonte: Better Homes & Gardens.