ABC dos Alimentos: O Espinafre!

Nota Cooking: Contribuição do blog Na Aldeia com a Natureza! Original aqui. 🙂

Por vezes há dias em que está nevoeiro … A chuviscar e não apetece sair para a rua … Pois bem, hoje foi um desses dias … Estava um frio terrível e não apetecia mesmo nada sair …

Mas eis que uma vizinha, simpaticamente me veio bater à porta a entregar uns ovinhos (pois porque não tenho galinhas) e pediu-me se podia apanhar uns espinafres para o almoço!!

– Claro vizinha! Estás à vontade, leva o que quiseres… Olha vou apanhar contigo! (disse eu prontamente e lá fomos as duas de alguidar na mão e em amena cavaqueira apanhar os espinafritos!).

Cooking World - ABC dos Alimentos - Espinafres

Agora um pouco de sabedoria … Nunca é demais aprender, certo?

Os espinafres são uma fonte altamente concentrada de carotenóides, incluindo betacaroteno – a forma vegetal da vitamina A.

Também são uma fonte rica de luteína, um pigmento carotenóide com efeitos antioxidantes, e mais: vários estudos recentes sugerem que a ingestão regular de legumes verde-escuros pode conferir protecção contra muitos tipos de cancro.

Um estudo mais aprofundado revela que uma dieta rica em carotenos reduz o risco de decadência muscular relacionada com a idade, causa vulgar da cegueira nas pessoas idosas.

Este problema, provocado por uma deterioração da zona central da retina, parecia ter menos probabilidades de se desenvolver em pessoas que consumiam grandes quantidades de legumes de folha verde.

Os espinafres são também uma fonte útil de ácido fólico, muito recomendado durante a gravidez para prevenção da espinha bífida.

Do mesmo modo, a sabedoria da medicina tradicional revela-se através de algumas utilizações dos espinafres, como nos casos de hipertensão arterial, anemia e prisão de ventre.

Na verdade, este legume é uma boa fonte de potássio, facto hoje reconhecido pelos médicos como elemento importante na regulação da tensão arterial.

O MITO DO POPEYE

Durante muito tempo, pensou-se que os espinafres eram particularmente ricos em ferro; os pais obrigavam as crianças a comer espinafres, convencidos de que assim as tornavam fortes e saudáveis.

Para esta imagem dos espinafres como legumes super-saudáveis contribuiu uma personagem de desenhos animados: quem não se recorda do Popeye, que engolia de um só trago latas de espinafres para conseguir um aumento instantâneo de força muscular?

Parece que, afinal, esta crença se deve a um simples erro matemático de uma analista alimentar quando calculava o teor de ferro dos espinafres; uma vírgula colocada no local errado levou muitas pessoas a pensar que os espinafres continham dez vezes mais ferro do que realmente têm.

Efectivamente, o organismo absorve maior percentagem do ferro presente nos espinafres se estes forem consumidos com alimentos que contenham vitamina C, como fruta ou tomate.

ESPINAFRES CRUS

Muitas pessoas não gostam do sabor forte e da consistência mole dos espinafres cozinhados. Experimente utilizá-los crus, já que se contam entre as verduras para salada mais nutritivas.

Pode fazer uma grande variedade de saladas substituindo a alface por folhas tenras de espinafres: uma sugestão será misturar espinafres crus, bacon grelhado, abacate e cogumelos às fatias.

INCONVENIENTES

Os benefícios nutricionais dos espinafres são contrariados pela sua elevada concentração de ácido oxálico.

Este combina-se com o ferro e cálcio dos espinafres, reduzindo a sua absorção – a quantidade de ferro que pode ser absorvida é consideravelmente diminuída, e apenas uma fracção do teor de cálcio do espinafre pode ser utilizado pelo organismo.

Isto levou a que se afirmasse que comer espinafres afectaria a absorção do cálcio em geral – mas estudos efectuados revelaram que teriam de ser ingeridas quantidades maciças deste legume para que a interferência do ácido oxálico se tornasse num problema grave.

Comer espinafres ao mesmo tempo que fornece suplementos de vitamina C, pode agravar a formação de cálculos, ou pedras, de oxalato nos rins e na bexiga.

Estes surgem devido à acumulação de depósitos de oxalato em pessoas mais susceptíveis.

Os espinafres também podem conter níveis elevados de nitratos, tema de muitos debates recentes no seio da Comunidade Europeia.

Para a sugestão de hoje trago uma receita inventada por mim em parte, porque a outra já vocês conhecem de cor e salteado. Então cá vamos …

Peguei em dois filetes de peixe gato, que é o que gostam cá em casa, e cortei em duas metades fazendo 4 pedaços, cortei 4 folhas de alumínio de forma a que pudesse abraçar as postas, e comecei a inventar, coloquei azeite, cebola, caldo de peixe esmigalhado, as postas por cima, orégãos, sal, pimenta e mel, mais um pinguinho de azeite e voilá … fechei e levei ao forno perto de 20m.

Todos os ingredientes que uso são da minha horta ou de hortas vizinhas, salvo raras excepções quando compro nos hipermercados, mas aí aviso 😀

De seguida fiz esparregado com os espinafritos que foram cozidos a vapor para manter todas as vitaminas necessárias, e confeccionados do modo tradicional em que usei, alhos, azeite, farinha, vinagre e sal.

Cooking World - ABC dos Alimentos - Espinafres 2

E o resultado foi este … acompanhei com um suminho de laranja também apanhadas directamente da laranjeira do quintal!!

O molho é do mel, não é da gordura pois sou um pouco contra a comidas muito gordurosas. Ficou divinal …

Espero que tenham gostado de mais uma história da Aldeia com a Natureza 😀

Nota da autora: Toda a informação foi retirada através de vários sites na internet!

(Imagem cedida pela autora) Aladiah – Na Aldeia com a Natureza.

ABC dos Alimentos: A Hortelã

Nota Cooking: Contribuição do blog Na Aldeia com a Natureza! Original aqui. 🙂

Hoje trago a Hortelã, muito característica pelo seu aroma e sabor e por aromatizar muitas comidas, desde a Sopa da Panela, ao Arroz, passando pela Canja e como hoje vou dizer até para um cházinho calmante!! Senão vejamos…

Cooking World - ABCdos Alimentos - Hortela

A hortelã é uma planta herbácea que chega a tingir 80 cm de altura, com folhas ovais e serrilhadas, de um verde-claro, e flores de corola violeta; é muito utilizada como tempero em culinária, como aromatizante em certos produtos alimentares, ou para a extracção do seu óleo essencial. Por vezes, é simplesmente cultivada como planta ornamental.

É também utilizada como planta medicinal, estimulante, estomacal, muito usada nos casos de flatulências, dispepsias nervosas, empregado nas palpitações e tremores nervosos, vómitos, cólicas uterinas, útil nos catarros brônquicos facilitando a expectoração.

O chá feito de hortelã é um óptimo calmante.

Como já foi referido a hortelã é um excelente digestivo. E como tal, o chá de hortelã, após as refeições, pode ser muito benéfico para quem sofre de dores no estomago. O chá forte alivia as cólicas menstruais e intestinais.

Para quem tem a pele oleosa, experimente passar o chá forte de hortelã com um algodão, após a limpeza.

Como fazer?

Eu explico!!

1 colher de sopa de folhas de hortelã miúdas e uma chávena de água; coloque a hortelã num recipiente e deite sobre ela a água a ferver. Tape e deixe em infusão durante 5 a 10 minutos. Coe o chá, adoce se necessário, e tome ainda quente.

Como uma curiosidade mais apimentada…

Os árabes foram os primeiros que viram nesta erva um poder afrodisíaco, pois estavam convencidos de que se usava para tratar a impotência e a diminuição da libido.

O sabor desta erva varia conforme a sua qualidade, e é intenso e refrescante.

Outras indicações

A hortelã pimenta tem um efeito benéfico nos casos de síndroma do cólon irritável e doença de Crohn. Reduz o excesso de pêlos (hirsutismo) em homens e mulheres, podendo ser conjugada, internamente, com a salva, anho casto ou alcaçuz, e com uma aplicação externa de calêndula.

Sob a forma de óleo essencial, utiliza-se: internamente, no tratamento de catarro pulmonar e inflamações na boca; e, externamente, em dores, distensões musculares, entorses e neuralgias, produzindo uma sensação de frio.

Para hoje, e sempre com produtos da minha horta incluídos, recomendo um Arrozinho de Hortelã com Cordon Bleu com queijo derretido por cima aromatizado com Oregão e acompanhado de uma Salada de Alface.

(Imagem cedida pela autora) Aladiah – Na Aldeia com a Natureza.

Afinal o que é um Bundt Cake?!?!

Nota Cooking: Um artigo da responsabilidade da Mena Lopes, autora do blog As Aventuras de uma Mamã, sobre Bundt Cakes. Diga-se de passagem que está excelente, vale mesmo a pena ler!

Um dia destes tinha uma mensagem da minha querida Natacha a perguntar-me o que era um Bundt Cake.

Ora aqií está uma pergunta difícil! Sim, porque não há tradução lógica para este tipo de bolo. É um bolo de origem norte-americana, mas que de momento já corre todo o mundo, mantendo sempre o mesmo nome. Isto porque são feitos naquilo que se chama um Bundt Pan, ou seja uma forma de Bundt.

De tão especiais que são, estes bolos também têm que ser feitos em formas especias. A melhor forma de Bundt’s é a da Nordic Ware.

Para terem uma ideia, a primeira forma de Bundt apareceu no ano 1950, e como tal este tipo de bolo já tem mais de 60 anos. Os materiais foram sendo alterados, mas sempre mantendo o formato original! As formas são de perder a cabeça, e qualquer amante de Bundt’s tem uma forma destas. (eu ainda não tenho, mas quando tiver será um sonho cumprido). Deixo-vos alguns exemplos deste tipo de formas, da respetiva marca:

Forma comemorativa dos 60 anos do Bundt Cake Imagem: Nordic Ware

Forma comemorativa dos 60 anos do Bundt Cake
Imagem: Nordic Ware

A partir do ano 2000 começaram a aparecer no mercado formas com outros desenhos. Será apenas uma questão de gosto pessoal, porque para mim são todas lindas de morrer.

Imagem: Nordic Ware

Imagem: Nordic Ware

Com o tempo vão aparecendo novos modelos, como se tratasse de uma colecção Primavera/Verão. Inclusivamente, têm também as formas múltiplas de Bundt, ideais para fazer mini bundt’s:

Imagem: Nordic Ware

Imagem: Nordic Ware

Além de os Bundt cakes serem feitos em formas especiais, também há uma série de recomendações que devem ser consideradas.

Antes de começar a fazer um Bundt devemos preparar com antecipação todos os ingredientes que vamos utilizar, e acima de tudo assegurar-nos que temos todos os ingredientes para a receita. Todos, mas todos, os ingredientes para a execução destes bolos, devem estar à temperatura ambiente.

Devemos ter a manteiga a mais ou menos 20ºC. Nunca, mas nunca, devemos derreter a manteiga. Deve ter  uma textura de pomada como mostra a foto abaixo:

Podemos comprovar que a manteiga está à temperatura ambiente se ao carregarmos o dedo fica marcado. Quando se diz temperatura ambiente devemos ter em atenção a temperatura da nossa cozinha, porque por exemplo no Verão facilmente a manteiga derrete.

Normalmente as receitas de Bundt Cake começam por bater muito bem a manteiga. É este processo que permite que a massa ganhe ar suficiente. O processo de bater a manteiga com o açúcar é factor primordial na execução de qualquer Bundt Cake, pois vamos criar as “borbulhas” de ar necessárias para que cresça. Depois de preparar esta massa, segue-se a adição dos ovos, que devem estar a temperatura ambiente. Se por acaso nos esquecemos, podemos colocá-los numa bacia com água morna durante uns cinco minutos.

Os ovos têm que ser adicionados um por um, misturando bem entre cada adição! Depois dos ovos normalmente seguem-se os ingredientes secos (farinha, sal, fermento, bicarbornato) e líquidos (creme frâiche, buttermilk, etc) que devem ser adicionados de forma alternada, terminando sempre com os ingredientes secos.

Normalmente estes ingredientes secos são sempre peneirados. Devem ser misturados suavemente e não batidos para que não haja libertação do glúten e não se formem túneis na massa do Bundt.

Outro dos aspectos fundamentais é a preparação da forma. Deve ser correctamente untada para que se possa desenformar bem o nosso Bundt.

O tempo de cozedura dos Bundt varia consoante o tamanho da forma utilizada, e como é óbvio, do forno que utilizamos.

Normalmente o tempo de cozedura pode variar entre os 50 e os 65 minutos, dependendo do forno.

O melhor truque continua a ser o do palito, e quando saia seco, está pronto a ser retirado do forno.

Não sei da existência de nenhum livro sobre Bundt’s, mas certamente que existirá; para encontrar receitas, o que não faltam são blogues na internet recheados destes maravilhosos bolinhos.

Podem encontrar uma amostra muito reduzida deste tipo de bolos em As Aventuras de uma Mama, ou senão, pela blogosfera internacional.

Depois de retirar do forno um Bundt Cake são essenciais os primeiros minutos de arrefecimento. Tem que se deixar arrefecer no mínimo 10 minutos sobre uma grelha e só depois deste tempo pode ser desenformado. Depois de se desenformar, deixamos arrefecer sobre a grelha, e de preferência, envolvido num saco de plástico ou película aderente, para que possa manter toda a humidade que tanto caracteriza este tipo de bolos.

Normalmente estes bolos não têm muita decoração e quanto muito pode ser colocada uma cobertura, isto porque algumas das formas já fazem com que estes bundt’s fiquem decorados com o formato delas.

Espero que com este pequeno relato tenha ajudado a esclarecer o que é um Bundt, e que comece agora uma onda de Bundt’s na blogosfera culinária!

Mena Lopes.

Fontes: El Rincón de Bea / Nordic Ware / As Aventuras de uma Mamã

E agora duas palavras do Cooking World: Obrigada Mena!!!!!!!!!!!!!

Ervas Aromáticas: O Poejo

Nota Cooking: Mais uma contribuição da Aladiah, autora do blog Na Aldeia com a Natureza!

Cooking World - Poejo 1O poejo cresce em solos húmidos e alcalinos, geralmente perto de lagos e rios, aqui na aldeia chamamos-lhe açudes ou mais propriamente barragens.

Em locais não húmidos, a planta cresce mas fica bem rasteira. Pede clima ameno, com muita claridade mas sem incidência directa de sol, solo leve e rico em matéria orgânica.

Deve ser plantado na primavera ou no outono. Mas eu na minha horta não planto, ou seja, ele já está acomodado na minha terra e cresce durante todo o ano.

O poejo é uma planta rasteira, com folhas pequenas e ovais que cheiram a hortelã. A palavra pulegium vem da palavra pulex, que em latim quer dizer pulga.

Antigamente costumava-se queimar o poejo dentro das casas para repelir insectos. O poejo é uma planta originária do Mediterrâneo e Ásia Ocidental, muito utilizada pelos chineses antigos para fins medicinais, na aromaterapia, ou por povos antigos na confecção de coroas para cerimónias.

O Poejo é planta medicinal com efeito digestivo, expectorante, anti microbiano, anti espasmódico. O seu uso interno faz-se através de infusões, o uso externo através de folhas secas, pó e também por infusão.

Além desses usos antigos, hoje em dia também é usado na culinária como tempero. Eu pessoalmente uso como infusão e em culinária… É excelente!!! E além disso gosto muito do cheiro também, sendo calmante, é natural.

Também há quem faça Licor de Poejo, uma bebida espirituosa para beber calmamente e sentir os aromas da terra e todo o seu envolvente do campo.

Na Aldeia nós costumamos fazer o que se chama de Poejada: um prato simples e singelo com um aroma único e sabor característico. Também conhecida como a sopa dos pobres, recuando um pouco atrás no tempo e como dizem por aqui, só se comiam sopas com sopas de pão!

Cooking World - Poejo 2

Regra geral faz-se a Poejada com Bacalhau, mas como já tinha comido bacalhau no dia anterior, resolvi fazer com tamboril e ficou extremamente saboroso e com uma qualidade riquíssima.

Experimentem e vão ver que não se arrependem…

Esta é a sugestão de hoje de Na Aldeia com a Natureza!

(Imagens cedidas pela autora) Aladiah – Na Aldeia com a Natureza

ABC dos Alimentos

O Cooking World vai, dentro de muito em breve, dar início a um novo tema: o ABC dos Alimentos!

Por aqui não há nutricionistas, dietistas nem nenhuma profissão semelhante, mas há curiosidade e vontade de saber cada vez mais sobre aquilo que consumimos. E a cultura (neste caso a alimentar) nunca fez mal a ninguém, certo??

Por isso aguardem, que as novidades nesta nova rubrica não tardam por aí :).