ABC dos Alimentos: O Espinafre!

Nota Cooking: Contribuição do blog Na Aldeia com a Natureza! Original aqui. 🙂

Por vezes há dias em que está nevoeiro … A chuviscar e não apetece sair para a rua … Pois bem, hoje foi um desses dias … Estava um frio terrível e não apetecia mesmo nada sair …

Mas eis que uma vizinha, simpaticamente me veio bater à porta a entregar uns ovinhos (pois porque não tenho galinhas) e pediu-me se podia apanhar uns espinafres para o almoço!!

– Claro vizinha! Estás à vontade, leva o que quiseres… Olha vou apanhar contigo! (disse eu prontamente e lá fomos as duas de alguidar na mão e em amena cavaqueira apanhar os espinafritos!).

Cooking World - ABC dos Alimentos - Espinafres

Agora um pouco de sabedoria … Nunca é demais aprender, certo?

Os espinafres são uma fonte altamente concentrada de carotenóides, incluindo betacaroteno – a forma vegetal da vitamina A.

Também são uma fonte rica de luteína, um pigmento carotenóide com efeitos antioxidantes, e mais: vários estudos recentes sugerem que a ingestão regular de legumes verde-escuros pode conferir protecção contra muitos tipos de cancro.

Um estudo mais aprofundado revela que uma dieta rica em carotenos reduz o risco de decadência muscular relacionada com a idade, causa vulgar da cegueira nas pessoas idosas.

Este problema, provocado por uma deterioração da zona central da retina, parecia ter menos probabilidades de se desenvolver em pessoas que consumiam grandes quantidades de legumes de folha verde.

Os espinafres são também uma fonte útil de ácido fólico, muito recomendado durante a gravidez para prevenção da espinha bífida.

Do mesmo modo, a sabedoria da medicina tradicional revela-se através de algumas utilizações dos espinafres, como nos casos de hipertensão arterial, anemia e prisão de ventre.

Na verdade, este legume é uma boa fonte de potássio, facto hoje reconhecido pelos médicos como elemento importante na regulação da tensão arterial.

O MITO DO POPEYE

Durante muito tempo, pensou-se que os espinafres eram particularmente ricos em ferro; os pais obrigavam as crianças a comer espinafres, convencidos de que assim as tornavam fortes e saudáveis.

Para esta imagem dos espinafres como legumes super-saudáveis contribuiu uma personagem de desenhos animados: quem não se recorda do Popeye, que engolia de um só trago latas de espinafres para conseguir um aumento instantâneo de força muscular?

Parece que, afinal, esta crença se deve a um simples erro matemático de uma analista alimentar quando calculava o teor de ferro dos espinafres; uma vírgula colocada no local errado levou muitas pessoas a pensar que os espinafres continham dez vezes mais ferro do que realmente têm.

Efectivamente, o organismo absorve maior percentagem do ferro presente nos espinafres se estes forem consumidos com alimentos que contenham vitamina C, como fruta ou tomate.

ESPINAFRES CRUS

Muitas pessoas não gostam do sabor forte e da consistência mole dos espinafres cozinhados. Experimente utilizá-los crus, já que se contam entre as verduras para salada mais nutritivas.

Pode fazer uma grande variedade de saladas substituindo a alface por folhas tenras de espinafres: uma sugestão será misturar espinafres crus, bacon grelhado, abacate e cogumelos às fatias.

INCONVENIENTES

Os benefícios nutricionais dos espinafres são contrariados pela sua elevada concentração de ácido oxálico.

Este combina-se com o ferro e cálcio dos espinafres, reduzindo a sua absorção – a quantidade de ferro que pode ser absorvida é consideravelmente diminuída, e apenas uma fracção do teor de cálcio do espinafre pode ser utilizado pelo organismo.

Isto levou a que se afirmasse que comer espinafres afectaria a absorção do cálcio em geral – mas estudos efectuados revelaram que teriam de ser ingeridas quantidades maciças deste legume para que a interferência do ácido oxálico se tornasse num problema grave.

Comer espinafres ao mesmo tempo que fornece suplementos de vitamina C, pode agravar a formação de cálculos, ou pedras, de oxalato nos rins e na bexiga.

Estes surgem devido à acumulação de depósitos de oxalato em pessoas mais susceptíveis.

Os espinafres também podem conter níveis elevados de nitratos, tema de muitos debates recentes no seio da Comunidade Europeia.

Para a sugestão de hoje trago uma receita inventada por mim em parte, porque a outra já vocês conhecem de cor e salteado. Então cá vamos …

Peguei em dois filetes de peixe gato, que é o que gostam cá em casa, e cortei em duas metades fazendo 4 pedaços, cortei 4 folhas de alumínio de forma a que pudesse abraçar as postas, e comecei a inventar, coloquei azeite, cebola, caldo de peixe esmigalhado, as postas por cima, orégãos, sal, pimenta e mel, mais um pinguinho de azeite e voilá … fechei e levei ao forno perto de 20m.

Todos os ingredientes que uso são da minha horta ou de hortas vizinhas, salvo raras excepções quando compro nos hipermercados, mas aí aviso 😀

De seguida fiz esparregado com os espinafritos que foram cozidos a vapor para manter todas as vitaminas necessárias, e confeccionados do modo tradicional em que usei, alhos, azeite, farinha, vinagre e sal.

Cooking World - ABC dos Alimentos - Espinafres 2

E o resultado foi este … acompanhei com um suminho de laranja também apanhadas directamente da laranjeira do quintal!!

O molho é do mel, não é da gordura pois sou um pouco contra a comidas muito gordurosas. Ficou divinal …

Espero que tenham gostado de mais uma história da Aldeia com a Natureza 😀

Nota da autora: Toda a informação foi retirada através de vários sites na internet!

(Imagem cedida pela autora) Aladiah – Na Aldeia com a Natureza.

ABC dos Alimentos: Manjericão em Versão Rápida!

Nota Cooking: Contribuição do Paulo Herculano, autor do blog The Wild Kitchen!

O manjericão tem um forte sabor a limão e a jasmin e é ligeiramente picante. É óptimo em saladas, sopas, pratos de massa, marinadas e guisados.

Benefícios para a Saúde:

  • Acalma os Espasmos Digestivos
  • Acção Anti-inflamatória
  • Benefícios Cardiovasculares
  • Dores de Cabeça (associadas a má digestão)

Paulo Herculano – The Wild Kitchen.

ABC dos Alimentos: A Hortelã

Nota Cooking: Contribuição do blog Na Aldeia com a Natureza! Original aqui. 🙂

Hoje trago a Hortelã, muito característica pelo seu aroma e sabor e por aromatizar muitas comidas, desde a Sopa da Panela, ao Arroz, passando pela Canja e como hoje vou dizer até para um cházinho calmante!! Senão vejamos…

Cooking World - ABCdos Alimentos - Hortela

A hortelã é uma planta herbácea que chega a tingir 80 cm de altura, com folhas ovais e serrilhadas, de um verde-claro, e flores de corola violeta; é muito utilizada como tempero em culinária, como aromatizante em certos produtos alimentares, ou para a extracção do seu óleo essencial. Por vezes, é simplesmente cultivada como planta ornamental.

É também utilizada como planta medicinal, estimulante, estomacal, muito usada nos casos de flatulências, dispepsias nervosas, empregado nas palpitações e tremores nervosos, vómitos, cólicas uterinas, útil nos catarros brônquicos facilitando a expectoração.

O chá feito de hortelã é um óptimo calmante.

Como já foi referido a hortelã é um excelente digestivo. E como tal, o chá de hortelã, após as refeições, pode ser muito benéfico para quem sofre de dores no estomago. O chá forte alivia as cólicas menstruais e intestinais.

Para quem tem a pele oleosa, experimente passar o chá forte de hortelã com um algodão, após a limpeza.

Como fazer?

Eu explico!!

1 colher de sopa de folhas de hortelã miúdas e uma chávena de água; coloque a hortelã num recipiente e deite sobre ela a água a ferver. Tape e deixe em infusão durante 5 a 10 minutos. Coe o chá, adoce se necessário, e tome ainda quente.

Como uma curiosidade mais apimentada…

Os árabes foram os primeiros que viram nesta erva um poder afrodisíaco, pois estavam convencidos de que se usava para tratar a impotência e a diminuição da libido.

O sabor desta erva varia conforme a sua qualidade, e é intenso e refrescante.

Outras indicações

A hortelã pimenta tem um efeito benéfico nos casos de síndroma do cólon irritável e doença de Crohn. Reduz o excesso de pêlos (hirsutismo) em homens e mulheres, podendo ser conjugada, internamente, com a salva, anho casto ou alcaçuz, e com uma aplicação externa de calêndula.

Sob a forma de óleo essencial, utiliza-se: internamente, no tratamento de catarro pulmonar e inflamações na boca; e, externamente, em dores, distensões musculares, entorses e neuralgias, produzindo uma sensação de frio.

Para hoje, e sempre com produtos da minha horta incluídos, recomendo um Arrozinho de Hortelã com Cordon Bleu com queijo derretido por cima aromatizado com Oregão e acompanhado de uma Salada de Alface.

(Imagem cedida pela autora) Aladiah – Na Aldeia com a Natureza.

ABC dos Alimentos: Pimenta Preta em Versão Rápida!

Nota Cooking: Contribuição do Paulo Herculano, autor do blog The Wild Kitchen!

Cooking World - ABC dos Alimentos - Pimenta PretaA pimenta preta (Piper negrum) é o fruto, ainda imaturo, da pimenteira. Também conhecida como pimenta-redonda e, no Brasil, como pimenta-do-reino, é uma das mais antigas especiarias conhecidas. Os seus grãos, secos e moídos, são muito usados na culinária de diversos países.

Com um sabor acre e picante proveniente de um composto químico chamado piperina, a pimenta preta serve para temperar sopas, guisados, estugados, saladas, peixes e marisco.

Benefícios para a Saúde:

● Melhora a Digestão

● Promove a Saúde Intestinal

Fonte: Wikipédia.

Paulo Herculano – The Wild Kitchen.

ABC dos Alimentos: Mogango

Nota Cooking: Contribuição do blog Na Aldeia com a Natureza! Original aqui. 🙂

Hoje decidi ir buscar um Mogango… Sim está bem escrito, é Mogango… que é muito diferente de Abóbora!!

Ou seja, um Mogango é de polpa alaranjada e casca canelada, dura e raiada de amarelo quando maduro. As plantas são de hábito rasteiro e crescimento indeterminado, com ciclo vegetativo de 80 a 90 dias. Os frutos são de cor verde-escuro com estrias de amarelo vivo a bege. A forma do fruto é globular, relativamente alargada e em geral com gomos bem vincados que lhe conferem uma forma canelada, com um peso entre 2 e 3 kg.

Mais ou menos assim como o que eu fui buscar:

Cooking World - Mogango 1

As abóboras são mais brancas por dentro e por fora mais verdes 😀

Nos que respeita aos Mogangos podemos fazer várias coisas, existem inúmeras receitas salgadas e doces. Eu hoje escolhi uma receita salgada, muito boa e que no Alentejo e aqui na Aldeia se come muito, que é Feijão com Mogango aromatizado com Coentros.

Depois de limpo foi altura de o cortar aos pedaços, uma tarefa um pouco complicada porque ele (Mogango) tem a casca muito dura além de deixar as mãos meio peganhentas.

Depois de arranjado e lavado foi outra vez altura de ir à horta buscar coentros para que quando se colocassem na comida tivessem um ar fresco e acabados de apanhar!

Da horta ainda utilizei alhos, o feijão e o louro. Depois veio o resto, o azeite, o sal e o pimentão encarnado ou colorau como lhe quiserem chamar!!

Coloquei então o azeite, os alhos, o louro a fritar um pouco, juntei o Mogango, água (pouca) e deixei levantar fervura … Após ter levantado fervura juntei o feijão, o sal e o colorau.

Quando estava tudo cozido coloquei então os coentros migados e mexi para que ao ferver toda a comida tomasse o gostinho dos mesmos.

E consegui uma refeição prática, económica e muito saborosa… Feijão com Mogango!!

Cooking World - Mogango 2

Por aqui existe quem coma esta iguaria com sopas de pão, pois no Alentejo ainda hoje se remonta aos tempos antigos de fome e pobreza e junta-se as sopas de pão. Mas actualmente é muito comum e já se torna quase um hábito colocar sopas de pão em qualquer comida denominada comida de caldo!!

Espero que tenham gostado de mais uma história da Aldeia com a Natureza…

(Imagem cedida pela autora) Aladiah – Na Aldeia com a Natureza.

Cataplana Experience

Cooking World - Cataplana ExperienceO livro Cataplana Experience, da autoria de Fátima Moura, fotografias de Nuno Correia e editado pela Assírio&Alvim, já não é tão recente como isso, mas não deixa de merecer uma nota aqui pelo Cooking World. Vencedor do prémio Best Easy Recipes Book – Gourmand World Cookbook Awards 2009, traz-nos diverdsas receitas, todas elas de chefs portugueses, para a cataplana; e até doces na cataplana constam do livro!

Diz a sinopse: “Neste maravilhoso livro de cozinha de Fátima Moura, dez dos mais geniais chefs que trabalham em Portugal reinventaram a utilização da cataplana para receitas de todos os tipos, das mais saborosas entradas às mais deliciosas sobremesas. O livro é soberbamente ilustrado pelas fotografias de Nuno Correia.”

Na Bertrand online, está disponível por 38,00€.

Fonte: Bertrand.

Afinal o que é um Bundt Cake?!?!

Nota Cooking: Um artigo da responsabilidade da Mena Lopes, autora do blog As Aventuras de uma Mamã, sobre Bundt Cakes. Diga-se de passagem que está excelente, vale mesmo a pena ler!

Um dia destes tinha uma mensagem da minha querida Natacha a perguntar-me o que era um Bundt Cake.

Ora aqií está uma pergunta difícil! Sim, porque não há tradução lógica para este tipo de bolo. É um bolo de origem norte-americana, mas que de momento já corre todo o mundo, mantendo sempre o mesmo nome. Isto porque são feitos naquilo que se chama um Bundt Pan, ou seja uma forma de Bundt.

De tão especiais que são, estes bolos também têm que ser feitos em formas especias. A melhor forma de Bundt’s é a da Nordic Ware.

Para terem uma ideia, a primeira forma de Bundt apareceu no ano 1950, e como tal este tipo de bolo já tem mais de 60 anos. Os materiais foram sendo alterados, mas sempre mantendo o formato original! As formas são de perder a cabeça, e qualquer amante de Bundt’s tem uma forma destas. (eu ainda não tenho, mas quando tiver será um sonho cumprido). Deixo-vos alguns exemplos deste tipo de formas, da respetiva marca:

Forma comemorativa dos 60 anos do Bundt Cake Imagem: Nordic Ware

Forma comemorativa dos 60 anos do Bundt Cake
Imagem: Nordic Ware

A partir do ano 2000 começaram a aparecer no mercado formas com outros desenhos. Será apenas uma questão de gosto pessoal, porque para mim são todas lindas de morrer.

Imagem: Nordic Ware

Imagem: Nordic Ware

Com o tempo vão aparecendo novos modelos, como se tratasse de uma colecção Primavera/Verão. Inclusivamente, têm também as formas múltiplas de Bundt, ideais para fazer mini bundt’s:

Imagem: Nordic Ware

Imagem: Nordic Ware

Além de os Bundt cakes serem feitos em formas especiais, também há uma série de recomendações que devem ser consideradas.

Antes de começar a fazer um Bundt devemos preparar com antecipação todos os ingredientes que vamos utilizar, e acima de tudo assegurar-nos que temos todos os ingredientes para a receita. Todos, mas todos, os ingredientes para a execução destes bolos, devem estar à temperatura ambiente.

Devemos ter a manteiga a mais ou menos 20ºC. Nunca, mas nunca, devemos derreter a manteiga. Deve ter  uma textura de pomada como mostra a foto abaixo:

Podemos comprovar que a manteiga está à temperatura ambiente se ao carregarmos o dedo fica marcado. Quando se diz temperatura ambiente devemos ter em atenção a temperatura da nossa cozinha, porque por exemplo no Verão facilmente a manteiga derrete.

Normalmente as receitas de Bundt Cake começam por bater muito bem a manteiga. É este processo que permite que a massa ganhe ar suficiente. O processo de bater a manteiga com o açúcar é factor primordial na execução de qualquer Bundt Cake, pois vamos criar as “borbulhas” de ar necessárias para que cresça. Depois de preparar esta massa, segue-se a adição dos ovos, que devem estar a temperatura ambiente. Se por acaso nos esquecemos, podemos colocá-los numa bacia com água morna durante uns cinco minutos.

Os ovos têm que ser adicionados um por um, misturando bem entre cada adição! Depois dos ovos normalmente seguem-se os ingredientes secos (farinha, sal, fermento, bicarbornato) e líquidos (creme frâiche, buttermilk, etc) que devem ser adicionados de forma alternada, terminando sempre com os ingredientes secos.

Normalmente estes ingredientes secos são sempre peneirados. Devem ser misturados suavemente e não batidos para que não haja libertação do glúten e não se formem túneis na massa do Bundt.

Outro dos aspectos fundamentais é a preparação da forma. Deve ser correctamente untada para que se possa desenformar bem o nosso Bundt.

O tempo de cozedura dos Bundt varia consoante o tamanho da forma utilizada, e como é óbvio, do forno que utilizamos.

Normalmente o tempo de cozedura pode variar entre os 50 e os 65 minutos, dependendo do forno.

O melhor truque continua a ser o do palito, e quando saia seco, está pronto a ser retirado do forno.

Não sei da existência de nenhum livro sobre Bundt’s, mas certamente que existirá; para encontrar receitas, o que não faltam são blogues na internet recheados destes maravilhosos bolinhos.

Podem encontrar uma amostra muito reduzida deste tipo de bolos em As Aventuras de uma Mama, ou senão, pela blogosfera internacional.

Depois de retirar do forno um Bundt Cake são essenciais os primeiros minutos de arrefecimento. Tem que se deixar arrefecer no mínimo 10 minutos sobre uma grelha e só depois deste tempo pode ser desenformado. Depois de se desenformar, deixamos arrefecer sobre a grelha, e de preferência, envolvido num saco de plástico ou película aderente, para que possa manter toda a humidade que tanto caracteriza este tipo de bolos.

Normalmente estes bolos não têm muita decoração e quanto muito pode ser colocada uma cobertura, isto porque algumas das formas já fazem com que estes bundt’s fiquem decorados com o formato delas.

Espero que com este pequeno relato tenha ajudado a esclarecer o que é um Bundt, e que comece agora uma onda de Bundt’s na blogosfera culinária!

Mena Lopes.

Fontes: El Rincón de Bea / Nordic Ware / As Aventuras de uma Mamã

E agora duas palavras do Cooking World: Obrigada Mena!!!!!!!!!!!!!

ABC dos Alimentos: O Louro em Versão Rápida

Nota Cooking: Contribuição do Paulo Herculano, autor do blog The Wild Kitchen!

Cooking World - ABC dos ALimentos - LouroO loureiro ou louro (Laurus nobilis) é uma árvore do gênero Laurus da família botânica das Lauraceae.

Frescas ou secas, as folhas de louro temperam caldos de peixe, sopas, refogados, guisados, marinadas, caris, pratos de carne, entre outros.

A medicina popular indica o chá das suas folhas em caso de problemas com a digestão.

Fonte: Wikipédia.

Paulo Herculano – The Wild Kitchen.

Cozinha para Dias Felizes

Cooking World - Cozinha Para Dias FelizesHoje trago-vos uma recomendação de um leitor do Cooking World! O livro Cozinha para Dias Felizes, da nossa tão conhecida food blogger Laranjinha. 🙂

Já andava para falar sore este livro, mas ainda não tinha calhado e, já que foi recomendado por um leitor, pareceu-me a altura certa para o fazer! Acredito que muitos de vocês não só já conhecem como já têm o livro (eu tenho!), mas é sempre bom destacar aquilo que é muito bom, certo?? E este livro é um exemplo disso mesmo.

Diz a sinopse: “As receitas da Laranjinha falam-nos ao coração e deixam-nos um sorriso no estomago. São temperadas com uma pitada de amor, duas colheres de carinho e muita dedicação.

Estas páginas são mais que um livro, são uma história de vida transformada em receitas acessíveis a qualquer cozinheira(o) que saiba que para fazer alguém feliz, basta servir-lhes uma boa sopa.

O que começou num blog (www.cincoquartosdelaranja.com) de partilha de receitas é hoje uma expressão da vida da sua autora, das pessoas que a rodeiam, das suas viagens, etc. Neste livro, a Laranjinha quer mostrar-lhe não só como fazer as suas receitas favoritas, como também ter prazer na escolha dos ingredientes e nos momentos de partilha na sua confecção.”

Editado pela Marcador, e da autoria de Isabel Zibaia Rafael (a Laranjinha), são 256 páginas maravilhosas… À venda em várias superfícies; na Bertrand online, por exemplo, custa neste momento 17,96€.

Fonte: Bertrand.

ABC dos Alimentos: O Cravinho em Versão Rápida!

Nota Cooking: Contribuição do Paulo Herculano, autor do blog The Wild Kitchen!

Cooking World - ABC dos Alimentos - Cravinho

O Syzigium aromatium ou cravinho pertence à família das Mirtáceas e desde há muito é utilizada no Oriente para eliminar o mau hálito e comunicar “bom cheiro”. Na China do séc. III antes de Cristo, era mastigada antes de se falar com o Imperador, e ainda hoje, se reconhece o seu aroma, à porta de alguns consultórios de dentistas, onde a “essência de cravo” é utilizada devido às suas propriedades antissépticas. Na Índia e na Pérsia, são-lhe atribuídas propriedades afrodisíacas.

O sabor picante e aroma a flores e frutos tropicais do cravinho é excepcional em pratos de caça, caldeiradas, guisados, estufados,  sopas e marinadas.

Benefícios para a Saúde:

● Estimulante

● Propriedades Aperitivas

● Elimina os Gases Intestinais

Fonte: Vaqueiro.

Paulo Herculano – The Wild Kitchen.

Muffins vs Cupcakes

Cooking World - Muffins vs Cupcakes

Imagem retirada da internet via Google Imagens

Parece-me relativamente óbvio que um muffin não é igual a um cupcake… Mas será que sabemos mesmo quais são as diferenças? Eu fui investigar o assunto e fiz algumas descobertas. 🙂

Os muffins:

  • São menos doces que os cupcakes
  • A massa é mais saborosa que a massa dos cupcakes
  • Não têm cobertura (ou não devem ter)
  • A proporção entre a farinha e o açúcar é de cerca de 2 a 3 medidas da primeira para uma medida do segundo, o que torna os muffins menos doces e mais pesados que os cupcakes.

Os cupcakes:

  • Têm sempre cobertura
  • O sabor provém principalmente da cobertura e não da massa
  • A massa é mais rica em gemas e manteiga que os cupcakes
  • A proporção entre a farinha e o açúcar é de aproximadamente 1,5 medidas da primeira para 1 medida do segundo, o que torna a massa mais fofa mas também muito mais doce.

Mas a principal diferença é mesmo o método utilizado para misturar os ingredientes; nos muffins, por norma, misturam-se todos os ingredientes secos, à parte todos os ingredientes líquidos e depois integra-se este último preparado no primeiro. Nos cupcakes, começa-se por misturar a manteiga com o açúcar e bater bem, adicionam-se depois os ovos/gemas e finalmente vai-se alternando os restantes ingredientes sólidos com os líquidos.

O vídeo que se segue explica tudo isto e ainda mais alguns pormenores:

Fonte: America’s Test Kitchen

Apicius: De Re Coquinaria

Apicius é uma compilação de receitas culinárias romanas, geralmente conhecida por De re Coquinaria (Sobre Culinária); a sua autoria é atribuída a Marcus Gavius Apicius, mas a verdade é que não se sabe muito bem quem foi o seu verdadeiro autor (embora exista a certeza que seria um verdadeiro apaixonado pela culinária e pela boa gastronomia). A obra terá sido compilada entre os finais do séc IV e os primeiros anos do séc. V, em latim (mas se a autoria for realmente de Marcus Gavius Apicius, então a compilação será do séc. I, já que foi este o século em que o suposto autor viveu… apenas um raciocínio meu, já que esta informação me estava a fazer alguma confusão!).

As primeiras edições impressas do manuscrito datam do séc. XV e a mais antiga de que há conhecimento foi impressa em 1498 por Ioannes Passiranus de Asula. Existem ainda duas versões manuscritas que datam do séc. IX – a primeira, escrita em Tours, França, por Abbot Vivian, encontra-se presentemente na biblioteca do Vaticano; a segunda, provavelmente originária de Fulda na Alemanha, foi adquirida pela Phillips Collection no início do séc. XIX e encontra-se agora na biblioteca da Academy of Medicine, em Nova Iorque.

De Re Coquinaria é considerado, pelo menos até ao momento, como o primeiro livro de culinária europeu e é sem dúvida uma importante fonte de conhecimento em relação à culinária e ao tipo de alimentação predominantes na Roma antiga. Muitas das receitas contidas na obra são até certo pontos bastante familiares, para além de surpreendentes em termos de combinações de sabores e utlização de ingredientes.

Para os mais curiosos, aconselho a visita ao website Celtnet Recipes, onde encontrarão imensas informações sobre a obra, bem como a tradução para língua inglesa da mesma, um glossário de termos e ainda a conversão dos ingredientes utilizados na Roma Antiga para os ingredientes dos dias de hoje – um verdadeiro tesouro! E se quiserem adquirir uma cópia deste livro, podem consultar esta livraria… Tem versões em espanhol (esgotada), francês e catalão.

Fontes: Celtnet Recipes; Wikipédia; de re Coquinaria.