ABC dos Alimentos: Mogango

Nota Cooking: Contribuição do blog Na Aldeia com a Natureza! Original aqui. 🙂

Hoje decidi ir buscar um Mogango… Sim está bem escrito, é Mogango… que é muito diferente de Abóbora!!

Ou seja, um Mogango é de polpa alaranjada e casca canelada, dura e raiada de amarelo quando maduro. As plantas são de hábito rasteiro e crescimento indeterminado, com ciclo vegetativo de 80 a 90 dias. Os frutos são de cor verde-escuro com estrias de amarelo vivo a bege. A forma do fruto é globular, relativamente alargada e em geral com gomos bem vincados que lhe conferem uma forma canelada, com um peso entre 2 e 3 kg.

Mais ou menos assim como o que eu fui buscar:

Cooking World - Mogango 1

As abóboras são mais brancas por dentro e por fora mais verdes 😀

Nos que respeita aos Mogangos podemos fazer várias coisas, existem inúmeras receitas salgadas e doces. Eu hoje escolhi uma receita salgada, muito boa e que no Alentejo e aqui na Aldeia se come muito, que é Feijão com Mogango aromatizado com Coentros.

Depois de limpo foi altura de o cortar aos pedaços, uma tarefa um pouco complicada porque ele (Mogango) tem a casca muito dura além de deixar as mãos meio peganhentas.

Depois de arranjado e lavado foi outra vez altura de ir à horta buscar coentros para que quando se colocassem na comida tivessem um ar fresco e acabados de apanhar!

Da horta ainda utilizei alhos, o feijão e o louro. Depois veio o resto, o azeite, o sal e o pimentão encarnado ou colorau como lhe quiserem chamar!!

Coloquei então o azeite, os alhos, o louro a fritar um pouco, juntei o Mogango, água (pouca) e deixei levantar fervura … Após ter levantado fervura juntei o feijão, o sal e o colorau.

Quando estava tudo cozido coloquei então os coentros migados e mexi para que ao ferver toda a comida tomasse o gostinho dos mesmos.

E consegui uma refeição prática, económica e muito saborosa… Feijão com Mogango!!

Cooking World - Mogango 2

Por aqui existe quem coma esta iguaria com sopas de pão, pois no Alentejo ainda hoje se remonta aos tempos antigos de fome e pobreza e junta-se as sopas de pão. Mas actualmente é muito comum e já se torna quase um hábito colocar sopas de pão em qualquer comida denominada comida de caldo!!

Espero que tenham gostado de mais uma história da Aldeia com a Natureza…

(Imagem cedida pela autora) Aladiah – Na Aldeia com a Natureza.

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Afinal o que é um Bundt Cake?!?!

Nota Cooking: Um artigo da responsabilidade da Mena Lopes, autora do blog As Aventuras de uma Mamã, sobre Bundt Cakes. Diga-se de passagem que está excelente, vale mesmo a pena ler!

Um dia destes tinha uma mensagem da minha querida Natacha a perguntar-me o que era um Bundt Cake.

Ora aqií está uma pergunta difícil! Sim, porque não há tradução lógica para este tipo de bolo. É um bolo de origem norte-americana, mas que de momento já corre todo o mundo, mantendo sempre o mesmo nome. Isto porque são feitos naquilo que se chama um Bundt Pan, ou seja uma forma de Bundt.

De tão especiais que são, estes bolos também têm que ser feitos em formas especias. A melhor forma de Bundt’s é a da Nordic Ware.

Para terem uma ideia, a primeira forma de Bundt apareceu no ano 1950, e como tal este tipo de bolo já tem mais de 60 anos. Os materiais foram sendo alterados, mas sempre mantendo o formato original! As formas são de perder a cabeça, e qualquer amante de Bundt’s tem uma forma destas. (eu ainda não tenho, mas quando tiver será um sonho cumprido). Deixo-vos alguns exemplos deste tipo de formas, da respetiva marca:

Forma comemorativa dos 60 anos do Bundt Cake Imagem: Nordic Ware

Forma comemorativa dos 60 anos do Bundt Cake
Imagem: Nordic Ware

A partir do ano 2000 começaram a aparecer no mercado formas com outros desenhos. Será apenas uma questão de gosto pessoal, porque para mim são todas lindas de morrer.

Imagem: Nordic Ware

Imagem: Nordic Ware

Com o tempo vão aparecendo novos modelos, como se tratasse de uma colecção Primavera/Verão. Inclusivamente, têm também as formas múltiplas de Bundt, ideais para fazer mini bundt’s:

Imagem: Nordic Ware

Imagem: Nordic Ware

Além de os Bundt cakes serem feitos em formas especiais, também há uma série de recomendações que devem ser consideradas.

Antes de começar a fazer um Bundt devemos preparar com antecipação todos os ingredientes que vamos utilizar, e acima de tudo assegurar-nos que temos todos os ingredientes para a receita. Todos, mas todos, os ingredientes para a execução destes bolos, devem estar à temperatura ambiente.

Devemos ter a manteiga a mais ou menos 20ºC. Nunca, mas nunca, devemos derreter a manteiga. Deve ter  uma textura de pomada como mostra a foto abaixo:

Podemos comprovar que a manteiga está à temperatura ambiente se ao carregarmos o dedo fica marcado. Quando se diz temperatura ambiente devemos ter em atenção a temperatura da nossa cozinha, porque por exemplo no Verão facilmente a manteiga derrete.

Normalmente as receitas de Bundt Cake começam por bater muito bem a manteiga. É este processo que permite que a massa ganhe ar suficiente. O processo de bater a manteiga com o açúcar é factor primordial na execução de qualquer Bundt Cake, pois vamos criar as “borbulhas” de ar necessárias para que cresça. Depois de preparar esta massa, segue-se a adição dos ovos, que devem estar a temperatura ambiente. Se por acaso nos esquecemos, podemos colocá-los numa bacia com água morna durante uns cinco minutos.

Os ovos têm que ser adicionados um por um, misturando bem entre cada adição! Depois dos ovos normalmente seguem-se os ingredientes secos (farinha, sal, fermento, bicarbornato) e líquidos (creme frâiche, buttermilk, etc) que devem ser adicionados de forma alternada, terminando sempre com os ingredientes secos.

Normalmente estes ingredientes secos são sempre peneirados. Devem ser misturados suavemente e não batidos para que não haja libertação do glúten e não se formem túneis na massa do Bundt.

Outro dos aspectos fundamentais é a preparação da forma. Deve ser correctamente untada para que se possa desenformar bem o nosso Bundt.

O tempo de cozedura dos Bundt varia consoante o tamanho da forma utilizada, e como é óbvio, do forno que utilizamos.

Normalmente o tempo de cozedura pode variar entre os 50 e os 65 minutos, dependendo do forno.

O melhor truque continua a ser o do palito, e quando saia seco, está pronto a ser retirado do forno.

Não sei da existência de nenhum livro sobre Bundt’s, mas certamente que existirá; para encontrar receitas, o que não faltam são blogues na internet recheados destes maravilhosos bolinhos.

Podem encontrar uma amostra muito reduzida deste tipo de bolos em As Aventuras de uma Mama, ou senão, pela blogosfera internacional.

Depois de retirar do forno um Bundt Cake são essenciais os primeiros minutos de arrefecimento. Tem que se deixar arrefecer no mínimo 10 minutos sobre uma grelha e só depois deste tempo pode ser desenformado. Depois de se desenformar, deixamos arrefecer sobre a grelha, e de preferência, envolvido num saco de plástico ou película aderente, para que possa manter toda a humidade que tanto caracteriza este tipo de bolos.

Normalmente estes bolos não têm muita decoração e quanto muito pode ser colocada uma cobertura, isto porque algumas das formas já fazem com que estes bundt’s fiquem decorados com o formato delas.

Espero que com este pequeno relato tenha ajudado a esclarecer o que é um Bundt, e que comece agora uma onda de Bundt’s na blogosfera culinária!

Mena Lopes.

Fontes: El Rincón de Bea / Nordic Ware / As Aventuras de uma Mamã

E agora duas palavras do Cooking World: Obrigada Mena!!!!!!!!!!!!!

ABC dos Alimentos: Alho Francês

Nota Cooking: Contribuição do blog Na Aldeia com a Natureza! Original aqui. 🙂

Há tempos atrás olhei para a horta e pensei que teria que fazer algumas colheitas, nomeadamente o Alho Francês ou Alho-Porro.

Cooking World - Alho Frances 1

Como não é criado em estufa e sim ao ar livre, se o deixasse mais tempo na terra começava a endurecer e depois já não teria um gostinho tão saboroso! Um pouco de sabedoria … Pois bem…

… Em vez de formar um bulbo arredondado, como a cebola, o alho-poró produz um longo cilindro de folhas encaixadas umas nas outras, esbranquiçadas na zona subterrânea, sendo esta a parte das folhas a mais utilizada na culinária, ainda que a parte verde também possa ser utilizada, por exemplo, em sopas. Para que o bulbo fique de cor branca é necessário proceder à “amontoa”, cerca de 30 dias antes da colheita. Tal operação consiste em soterrar quase por completo a planta.

São geralmente semeados em canteiros, em estufas dos quais se retiram as mudas, que se podem encontrar no mercado e transplantar para hortas. Depois da muda, é uma planta particularmente resistente. Existe um conjunto de variedades particularmente adaptadas ao frio e que se mantêm prontas para consumo durante o inverno. É mais resistente à geada que a cebola. A planta adapta-se facilmente a qualquer tipo de solo, ainda que prefira solos pouco ácidos ou sensivelmente neutros. É aconselhável também que o solo seja bem drenado.

Em geral subdividem-se as variedades cultivares de alho-francês em alho-francês de inverno e de verão. Enquanto que o alho-francês de verão é plantado com vista a uma colheita rápida, o alho-francês de inverno é geralmente colhido até à primavera seguinte ao ano em que é plantado. As variedades de verão são geralmente de menor porte e têm um sabor menos intenso que as variedades de inverno.” In Allium ampeloprasum, Porrum

Assim sendo, o que me lembrei de confeccionar hoje? Apresento a minha aventura de produtos vindos directamente da horta… Alho Francês, cebola, alho… Os outros já vieram directamente da Loja 😀

Cooking World - Alho Frances 2

Tudo junto dá uma Maravilhosa Tarte / Quiche de Alho Francês. Adianto que não é nada enjoativa, mas sim simples e com um sabor único. Excelente para acompanhar qualquer iguaria ou simplesmente para uma entrada.

Espero que tenham gostado de mais uma sugestão de Na Aldeia com a Natureza…

(Imagens cedidas pela autora) Aladiah – Na Aldeia com a Natureza.

Curiosidades Docinhas sobre o Mel

Nota Cooking: Contribuição da Aladiah, autora do blog Na Aldeia com a Natureza!

Cooking World - Mel 3Vocês sabiam que o mel é o único alimento que não se estraga e que a mistura de mel e canela cura a maioria das doenças?

O mel é produzido em quase todos os países do mundo. Apesar de ser doce, a ciência demonstrou que, tomado em doses normais como medicamento, o mel não faz mal aos diabéticos. Mas ele vai além das suas fantásticas propriedades, apresentando inúmeros benefícios, querem saber quais são?

DOENÇAS DO CORAÇÃO

Faça uma pasta de mel com canela. Coloque no pão e coma-o regularmente no pequeno almoço, em vez de manteiga e geleia. Esta mistura reduzirá o colesterol das artérias e prevenirá problemas no coração. Também previne novos AVC’s nas pessoas que já tiveram algum antes. O uso regular deste processo diminui a falta de ar e fortalece as batidas do coração. Nos Estados Unidos e Canadá, utiliza-se esta pasta continuamente nos Centros de Dia ou Lares, pois descobriu-se que o mel com canela revitaliza e limpa as artérias e veias dos pacientes idosos.

ARTRITE E INFECÇÕES DE RINS

Misturar uma chávena de água morna com 2 colheradas de mel e 1 colherinha de canela em pó. Beber uma chávena de manhã e outra à noite. Se tomar com frequência pode até curar a artrite crónica, além de eliminar os germes que produzem infecção nos rins. Numa pesquisa feita na Universidade de Kopenhagen, os médicos deram aos seus pacientes diariamente, antes do pequeno almoço, 1 colherada de mel e meia colherada de canela em pó. Numa semana, dos 200 pacientes que seguiram o tratamento, 75 deixaram de ter dores. Um mês depois, todos os pacientes estavam livres da dor, mesmo aqueles que quase já não conseguiam andar.

Cooking World - Mel 2COLESTEROL

2 colheradas de mel com 03 colherinhas de canela misturados em meio litro de água.Tomar 3 vezes ao dia. Isto reduz o colesterol em 10%, em duas horas. Tomado diariamente, elimina o mau colesterol.

RESFRIADOS

Para curar completamente sinusite, tosse crónica e constipações comuns ou severas, misturar 1 colherada de mel com 1 colherinha de canela em pó e tomar com frequência.

DOR DE GARGANTA

1 colherada de mel, misturada com meia colher de vinagre de sidra. Tomar de 4 em 4 horas.

PERDA DE PESO

Diariamente, meia hora antes de deitar e meia hora antes de tomar o pequeno  almoço, beba mel com canela numa chávena de água. Se beber todos os dias, reduz o peso até de pessoas muito obesas.

Também evita os estragos da idade quando se toma regularmente. Faça o seguinte: Misture 1 colherada de canela e 03 chávenas de água. Ferva para fazer um chá. Quando amornar, coloque 4 colheradas de mel. Beber um quarto (1/4) de chávena, 3 ou 4 vezes ao dia. Mantém a pele fresca e suave e diminui os sintomas da idade avançada. Beber este chá alonga a vida e até uma pessoa de 100 anos pode melhorar muito e se sentir como alguém muito mais jovem.

PERDA DE CABELO

Os que sofrem de calvície ou estão a perder o cabelo, podem aplicar uma pasta de azeite (aqueça-o até uma temperatura suportável à pele), 1 colherada de mel e 1 colherinha de canela em pó, no couro cabeludo. Deixar por 15 minutos antes de lavar. Foi comprovado que é eficiente mesmo que só seja aplicado por 5 minutos.

Cooking World - Mel 1DOR DE DENTES

Fazer uma pasta com 1 colherinha de canela e 5 colherinhas de mel e aplicar no dente que está a doer. Repetir pelo menos 3 vezes ao dia.

PICADAS DE INSECTOS

Misture 1 colherinha de mel, 2 colherinhas de água morna e 1 colherinha de canela em pó. Faça uma pasta com os ingredientes e esfregue-a suavemente sobre a picada. A dor e a comichão irão desaparecer num ou dois minutos.

DIVERSOS

A mistura de mel com canela alivia os gases no estômago, fortalece o sistema imunológico e alivia a indigestão.

Indicação: colher – Chá / colherinha – Café

Obs.: O mel não deve ser fervido.

Espero que tenham gostado destas dicas sobre o Mel! Foi mais uma história da Aldeia com a Natureza.

(Imagens cedidas pela autora) Aladiah – Na Aldeia com a Natureza

As Laranjas da Minha Horta!

Nota Cooking: A horta é da Aladiah, que escreve o blog Na Aldeia com a NAtureza e mais uma vez contribuiu para o Cooking World com este artigo! 🙂

Cooking World - Laranjas 2O produto escolhido hoje foi… A laranja!

Época em que os vizinhos nos enchem a despensa com laranjas, umas mais doces outras mais amargas… conforme! Nunca se sabe até se descascar uma…

Eu uso muito para bolos, acompanhar com carnes e sumo claro está!

A laranja é o fruto mais associado à vitamina C, uma das melhores aliadas no combate às gripes e contipações. Mas a laranja é um alimento muito mais completo e rico do que se pensa. É também rico em ácido fólico, cálcio, potássio, magnésio, fósforo e ferro.

Os seus benefícios para a nossa saúde são imensos, vou dizer-vos alguns… Controla a pressão sanguínea; Reforça as defesas do organismo; Corrige a acidez excessiva do organismo; Estimula o sistema circulatório, combatendo inflamações das veias; Combate o colesterol; Melhora os problemas digestivos; Estimula as funções intestinais; Previne gripes e infecções; Previne as cárie dentária; Aumenta a sensação de saciedade; Previne contra o cancro do intestino grosso.

Sabiam que a laranja funciona como um agente de limpeza??  Pois é, altamente nutritivo. Esta fruta é recomendada para quem quer ficar com uma tez mais bonita, saudável e bem tratada. A ingestão diária proporciona um tratamento de dentro para fora. Quando comemos uma laranja junto com outros alimentos, como o grão de bico, a aveia e o leite, os resultados são mesmo surpreendentes. Acreditem!!

Tanto a fibra quanto o sumo são muito ricos em nutrientes e minerais e a casca também pode ser usada em tratamentos de beleza.

Existem receitas muito fáceis, que combinam a laranja com outros ingredientes, e promovem um verdadeiro tratamento estético. Deixo aqui uma delas… Boa?

Retire a casca da laranja e deixe secar ao sol. Em seguida triture até transformá-la em pó. Separe quantidade suficiente para encher 1 colher de sopa e acrescente água para formar uma pasta. Lave a face e aplique essa mistura, deixando agir por 20 minutos.

A quantidade de antioxidantes encontrada na casca da laranja é 20 vezes maior que os presentes na fibra. É por isso que a máscara descrita acima nutre, clareia a pele e absorve a produção de sebo.

Cooking World - Laranjas 1

Mas eu aproveitei as laranjinhas apanhadas de fresco e fiz um belo sumo para o meu pequeno – almoço… nada melhor que ir pela manhã apanhar as laranjinhas fresquinhas da brandura e fazer um excelente sumo!!!

Mais uma história na aldeia com a natureza!

(Imagens cedidas pela autora) Aladiah – Na Aldeia com a Natureza

Ervas Aromáticas: O Coentro

Nota Cooking: Nova contribuição da Aladiah, que escreve o blog Na Aldeia com a Natureza! 🙂

Cooking World - Coentro 1O Coentro é uma planta anual e muito aromática, de folhas recortadas e flores pequenas de cor branca ou rosa.

As sementes muito redondas de cor bege são muito apreciadas na culinária. Eu regra geral costumo guardar as sementes de uns anos para os outros, pois compensa e é uma forma de poupar!

O coentro tem propriedades digestivas, é anti-séptico e tem a particularidade de ser calmante.

Algumas curiosidades muito interessantes, é que na Índia é considerado afrodisíaco, serve para aumentar as glândulas mamárias e também ajudam a neutralizar o hálito do alho, A tisana das folhas combate ainda a fadiga e alguns tipos de enxaquecas. As suas sementes são um excelente digestivo quando mastigadas depois da refeição. E esta hein??

Feito em infusão ou chá, o coentro alivia dores de estômago em caso de digestões difíceis, vómitos e flatulência, estimulando o apetite e ajudando as secreções gástricas e intestinais.

Na medicina chinesa inalam-se os vapores dos ramos dos coentros e massaja-se o corpo com chá para acalmar a comichão e eliminar as borbulhas do sarampo.

Na antiguidade, os coentros eram mais utilizados pelas suas propriedades medicinais, mas hoje em dia é mais comum serem usados na culinária.

Cooking World - Coentro 2

E eu aproveitei e usei um raminho de coentros na confecção do meu almoço… Arroz de Coentros.

(Imagens cedidas pela autora) Aladiah – Na Aldeia com a Natureza

Muffins vs Cupcakes

Cooking World - Muffins vs Cupcakes

Imagem retirada da internet via Google Imagens

Parece-me relativamente óbvio que um muffin não é igual a um cupcake… Mas será que sabemos mesmo quais são as diferenças? Eu fui investigar o assunto e fiz algumas descobertas. 🙂

Os muffins:

  • São menos doces que os cupcakes
  • A massa é mais saborosa que a massa dos cupcakes
  • Não têm cobertura (ou não devem ter)
  • A proporção entre a farinha e o açúcar é de cerca de 2 a 3 medidas da primeira para uma medida do segundo, o que torna os muffins menos doces e mais pesados que os cupcakes.

Os cupcakes:

  • Têm sempre cobertura
  • O sabor provém principalmente da cobertura e não da massa
  • A massa é mais rica em gemas e manteiga que os cupcakes
  • A proporção entre a farinha e o açúcar é de aproximadamente 1,5 medidas da primeira para 1 medida do segundo, o que torna a massa mais fofa mas também muito mais doce.

Mas a principal diferença é mesmo o método utilizado para misturar os ingredientes; nos muffins, por norma, misturam-se todos os ingredientes secos, à parte todos os ingredientes líquidos e depois integra-se este último preparado no primeiro. Nos cupcakes, começa-se por misturar a manteiga com o açúcar e bater bem, adicionam-se depois os ovos/gemas e finalmente vai-se alternando os restantes ingredientes sólidos com os líquidos.

O vídeo que se segue explica tudo isto e ainda mais alguns pormenores:

Fonte: America’s Test Kitchen

Ervas Aromáticas: O Poejo

Nota Cooking: Mais uma contribuição da Aladiah, autora do blog Na Aldeia com a Natureza!

Cooking World - Poejo 1O poejo cresce em solos húmidos e alcalinos, geralmente perto de lagos e rios, aqui na aldeia chamamos-lhe açudes ou mais propriamente barragens.

Em locais não húmidos, a planta cresce mas fica bem rasteira. Pede clima ameno, com muita claridade mas sem incidência directa de sol, solo leve e rico em matéria orgânica.

Deve ser plantado na primavera ou no outono. Mas eu na minha horta não planto, ou seja, ele já está acomodado na minha terra e cresce durante todo o ano.

O poejo é uma planta rasteira, com folhas pequenas e ovais que cheiram a hortelã. A palavra pulegium vem da palavra pulex, que em latim quer dizer pulga.

Antigamente costumava-se queimar o poejo dentro das casas para repelir insectos. O poejo é uma planta originária do Mediterrâneo e Ásia Ocidental, muito utilizada pelos chineses antigos para fins medicinais, na aromaterapia, ou por povos antigos na confecção de coroas para cerimónias.

O Poejo é planta medicinal com efeito digestivo, expectorante, anti microbiano, anti espasmódico. O seu uso interno faz-se através de infusões, o uso externo através de folhas secas, pó e também por infusão.

Além desses usos antigos, hoje em dia também é usado na culinária como tempero. Eu pessoalmente uso como infusão e em culinária… É excelente!!! E além disso gosto muito do cheiro também, sendo calmante, é natural.

Também há quem faça Licor de Poejo, uma bebida espirituosa para beber calmamente e sentir os aromas da terra e todo o seu envolvente do campo.

Na Aldeia nós costumamos fazer o que se chama de Poejada: um prato simples e singelo com um aroma único e sabor característico. Também conhecida como a sopa dos pobres, recuando um pouco atrás no tempo e como dizem por aqui, só se comiam sopas com sopas de pão!

Cooking World - Poejo 2

Regra geral faz-se a Poejada com Bacalhau, mas como já tinha comido bacalhau no dia anterior, resolvi fazer com tamboril e ficou extremamente saboroso e com uma qualidade riquíssima.

Experimentem e vão ver que não se arrependem…

Esta é a sugestão de hoje de Na Aldeia com a Natureza!

(Imagens cedidas pela autora) Aladiah – Na Aldeia com a Natureza

Alface: Um Calmante Natural

Nota Cooking: A primeira contribuição do blog Na Aldeia com a Natureza e também o primeiro artigo do tema ABC dos Alimentos, um verdadeiro 2 em 1! 🙂

Cooking World - Alface 2Alface!!! Fresquinhas e viçosas as que tenho na horta. Não acreditam? Então leiam a história de hoje…

Geralmente na época do Inverno, as saladas de alface sabem sempre bem e a acompanhar pratos de assados ainda melhor… ou um arrozinho de pato com laranja…

Na minha horta estão com um excelente aspecto! As fotos comprovam.

Sempre que vou dar uma voltinha pelas hortas dos velhotes vizinhos, há alguém que diz:

– Vizinha, não quer levar nada da minha horta hoje?

Engraçado como a simpatia, a humildade e honestidade destas pessoas ainda faz com que partilhem os produtos das hortas delas. Faz-me crescer enquanto Ser Humano e podem ter a certeza que aprendi a ser mais humilde e a partilhar o pouco que tenho,  encarar a vida de outra forma e tudo desde que vim morar para uma aldeia.

Não que as cidades não tenham também acontecimentos destes, mas é diferente… Nas cidades é mais o salve-se quem puder e vira-te como conseguires… Hortas?? Já vai havendo… e nas varandas os famosos vasos com ervas aromáticas (mas isso fica para outro dia, outras histórias!).

Os velhos (sim uso a palavra velho não por desrespeito, mas pela sabedoria que eles transportam e pela enorme capacidade que eles têm de ensinar através das suas rugas, das mãos gastas e dos olhos cansados!) com a sua enxada na mão, em dias de verão ou inverno, cavam os seus quintais, fazem os regos para as sementeiras… colhem as sementes para a época seguinte… Fazem todo um trabalho comprecisão e exactidão. Que perco horas a observar e não me canso de ver e aprender.

Cooking World - Alface 1

Lamento que as gerações de hoje e as vindouras não levem estes trabalhos como uma Arte e como meio de subsistência, apenas desviam-se dela como o Diabo da cruz…

Mas dada a crise que vivemos… tudo o que a Terra nos dá é uma dádiva a agradecer todos os dias à refeição! E não só…

A minha horta agora não tem estado muito bem tratada, porque tem chovido e não
dá para ir mondar os espinafres, as nabiças… Mimar os produtos biológicos
para que estes cresçam melhores, mais viçosos e com uma qualidade que não
encontramos nos supermercados.

Quanto não vale, nós apanhar produtos fresquinhos da nossa horta, lavar, cortar e colocar imediatamente numa saladeira e comer de seguida?? Digam-me que não é maravilhoso??

De uma alface podemos fazer imensas coisas … desde sopa, a salada, e chá!!! Sim chá!! Querem saber para quê?? Eu dou umas dicas …

Todos nós conhecemos a alface, o que grande parte da população não deve saber é que a alface actua como um calmante natural de grande eficácia!

Para além de tratar casos como insónias, também é importante no tratamento do nervosismo ou ansiedade.

Por vezes quando há aquele nervosismo, ansiedade, ou até mesmo insónias, o primeiro chá que nos vem à cabeça será a camomila, mas fiquem a saber que a alface poderá ser utilizada em chá como forma de calmante.

A alface, mais precisamente o talo da alface, é rico numa substância denominada de lactucina. Essa substância actua no nosso organismo como um calmante, o que é excelente para nos ajudar a combater as insónias.

Basta colocar água a ferver, deixar os talos das alfaces entre cinco a dez minutos em infusão na água, coar e beber.

Também é muito usada para tratamento de hemorróidas.

Espero que tenham gostado desta primeira história da Aldeia com a Natureza!

(Imagens cedidas pela autora) Aladiah – Na Aldeia com a Natureza

ABC dos Alimentos

O Cooking World vai, dentro de muito em breve, dar início a um novo tema: o ABC dos Alimentos!

Por aqui não há nutricionistas, dietistas nem nenhuma profissão semelhante, mas há curiosidade e vontade de saber cada vez mais sobre aquilo que consumimos. E a cultura (neste caso a alimentar) nunca fez mal a ninguém, certo??

Por isso aguardem, que as novidades nesta nova rubrica não tardam por aí :).